O Milagre no Hudson, um voo que ficou para a história

Foi em uma fria tarde de janeiro em Nova Iorque, no ano de 2009, que o voo 1549 da companhia aérea US Airways entrou para a história da aviação.

O avião, um Airbus A320, transportava 150 passageiros e 5 membros de tripulação. O voo estava planejado para sair do aeroporto de LaGuardia, em Nova Iorque, com destino a Charlotte, na Carolina do Norte.

A decolagem correu dentro da normalidade mas os 20 minutos seguintes foram tão dramáticos que Hollywood os transformou no filme Sully – O Herói do Rio Hudson, também como homenagem ao piloto, Chesley “Sully” Sullenberger, que nesse dia foi um verdadeiro herói.

Pouco mais de 10 minutos depois de decolar de LaGuardia, o Airbus A320 seguia a uma altitude de cerca de 900m e a uma velocidade de 400 km/h, quando embateu num bando de gansos que voava em sentido contrário a uma velocidade de cerca de 80 km/h.

O forte impacto com essas aves de grande dimensão danificou irremediavelmente os dois motores CFM56-5B do avião, que assim sofreu uma perda total de potência, transformando-se de um momento para o outro num gigantesco planador.

O piloto comunicou imediatamente a situação à torre de controlo que sugeriu o regresso ao aeroporto. Mas a uma altitude tão reduzida e sem propulsão, tal opção era totalmente inviável.

Com pouco tempo disponível e perdendo rapidamente altitude, a decisão é tomada: vão tentar aterrissar no Rio Hudson.

Sullenberger, um veterano com mais de 40 anos de experiência, junto com seu copiloto Jeff Skiles, efetuaram então uma descida controlada e uma aterrissagem em água que ficará para a história.

O avião tocou a água o mais suavemente possível e de imediato se imobilizou, permitindo a pronta evacuação de todos os passageiros e tripulação para as asas.

Aí aguardaram o socorro de embarcações que de pronto se dirigiram ao avião.

Todos os passageiros e tripulação sobreviveram naquele que ficou conhecido como “O Milagre no Hudson”.

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