Mulheres na aviação comercial

“Onde está o piloto?”

Essa é das perguntas mais frequentes escutadas pelas ainda poucas mulheres que seguem a carreira de pilotos de voos comerciais.

Apesar de serem a maioria da população brasileira (e mesmo a nível mundial), as mulheres sofrem ainda muita discriminação no meio laboral, e o setor da aviação não é exceção.

Ser piloto era trabalho de homem. Enquanto a mulher ocupava uma posição na retaguarda, servindo aperitivos e bebidas aos passageiros, o homem brilhava com seu estatuto de ás dos ares, como comandante supremo, porque só um homem poderia comandar um avião e se responsabilizar por dezenas ou mesmo centenas de vidas!

Felizmente os tempos mudam e mudam também as percepções de igualdade de gênero, que eventualmente acabarão com a discriminação.

E é assim que cada vez mais mulheres assumem o risco e vão em frente para se tornarem pilotos comerciais.

Um ótimo exemplo dessa mudança de atitude, é o programa Donas do Ar da Avianca, que visa precisamente encorajar a formação de pilotas não apenas como campanha promocional mas especificamente para formar pilotas que são depois contratadas pela companhia e operam seus aviões.

Tais iniciativas são sempre de louvar, ainda para mais quando no Brasil (que como foi antes referido tem uma maioria de população feminina) existem apenas 197 mulheres trabalhando como pilotas de voos comerciais, de entre um total de 13.928 pilotos!

Muitas das mulheres que ingressam nos cursos de piloto de aviação comercial carregam consigo não apenas a paixão pelo voo como também uma sentida responsabilidade por serem parte de um movimento que está acabando, pouco a pouco, com a discriminação de gênero no mundo da aviação e no trabalho em geral.

O dia virá em que uma pilota não precisará ouvir as mesmas perguntas de sempre, e poderá seguir seu percurso profissional sem qualquer tipo de discriminação.

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